Escolas Estaduais de Minas Gerais organizam semana “Saúde na Escola”


Por recomendação do Ministério da Saúde, tema nos próximos três anos deve ser combate ao aedes aegypti; EE Professora Celina Machado, em Coronel Fabriciano, realiza passeata com alunos da Educação Integral

As escolas da rede estadual de ensino têm realizado, durante o mês de abril, diversas ações da semana “Saúde na Escola”, uma recomendação dos ministérios da Educação e da Saúde, resultado de parceria firmada em 2013, com o intuito de promover e discutir a saúde a partir das unidades de ensino. Neste ano de 2017, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) orientou as escolas para que escolhessem o melhor período, ainda neste mês, para desenvolver as ações. Desde 2013 a “Semana da Saúde” na Escola acontecia entre 3 e 7 de abril.

O tema proposto para 2017 e os três próximos anos é o combate ao mosquito aedys aegypti, para que haja ação continuada de prevenção à chikungunya, febre amarela e dengue, explica a coordenadora do Saúde na Escola, da Secretaria de Estado de Educação (SEE), Silvana Campos.

A Escola Estadual Farnese Maciel, de Presidente Olegário, região de Patos de Minas, deu ênfase especial neste ano às doenças já manifestadas entre a população, resultantes da picada do mosquito. “Procuramos mostrar que não se trata só da dengue, mais difundida e com maior repercussão nos últimos anos, mas que a febre amarela e a chikungunya também estão cada vez mais presente nos diagnósticos das doenças provocadas pelo aeds aegypt”, relata a especialista em educação da escola Edna Landin dos Santos.

Em presidente Olegário os estudantes participaram ativamente. Foto: Arquivo da Escola.

Em presidente Olegário os estudantes participaram ativamente. Foto: Arquivo da Escola.

Durante todo o ano, a escola discute sobre ações de prevenção. Na semana da Saúde na Escola, o tema ganha reforço, quando professores promovem pesquisas nas salas de aula e os alunos assistem a palestras, vídeos “e contamos com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde, que nos fornece materiais informativos a serem distribuídos”. A escola tem 203 alunos e atende do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental.

Em Itajubá, os alunos da Escola Estadual Delfim Moreira saíram às ruas com material de divulgação sobre as formas de prevenção e os sintomas das doenças provocados pela picada do mosquito. “Neste ano procuramos provocar a reflexão sobre as causas e consequências de nossas ações. Geralmente a mídia divulga os casos nos grandes centros e as pessoas, em cidades menores, não acreditam que as epidemias possam acontecer em seu próprio meio”, explica o diretor da escola Júlio Cezar da Cruz. “Nosso foco é que eles entendam todo o processo de reprodução, desde a postura dos ovos, sua eclosão e o ciclo de desenvolvimento da larva, para que haja atenção constante”.

Segundo o supervisor pedagógico da escola Ananias Fábio da Silva, houve ampla colaboração de toda a comunidade escolar. Houve muita pesquisa, apresentações e “demos atenção especial às causas e origem das doenças, e os medicamentos que podem e não podem ser usados no combate aos sintomas”.

Uma passeata dos alunos de quatro turmas da Educação Integral, no bairro Santa Terezinha I, foi a forma encontrada pelos alunos da Escola Estadual Celina Machado, de Coronel Fabriciano, para chamar a atenção da população para a gravidade da tríplice epidemia. A escola atende a 600 alunos do ensino Fundamental.

A passeata percorreu as ruas do bairro, parou de casa em casa e panfletos, fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde, foram afixados nos para-brisas de carros estacionados, contou a coordenadora da Educação Integral e Integrada e vice-diretora, Pollyana Costa Thomaz Mercante.

A Superintendência de Campo Belo registrou momentos de mobilização de várias escolas regionais. As escolas estaduais Abílio Neves, Dr. José Esteves Andrade Botelho, Maria Bauad Gibram, Miguel Rogana, Padre Américo e Getúlio José Soares, promoveram diversas ações junto às suas comunidades.

Em Santana do Jacaré, região de Campo Belo, houve ampla participação da comunidade. Arquivo da Escola.

Em Santana do Jacaré, região de Campo Belo, houve ampla participação da comunidade. Arquivo da Escola.

Segundo Silvana, a orientação é que o processo de vigilância contra as epidemias causadas pelo mosquito seja constante durante todo o ano, mas “a semana é para reforçar e visualizar essas ações, de forma a manter a população sempre alerta”.
De acordo com a coordenadora de Saúde na Escola, da SEE, desde 2015, a secretaria vem discutindo com a Fundação Oswaldo Cruz uma proposta de ação continuada de combate ao mosquito. “A proposta é de um programa de vigilância comunitária nas escolas estaduais visando o fortalecimento da mobilização social para enfrentamento da tríplice epidemia”.

Silvana informou que a ação acontecerá por meio da criação de comitês populares nas escolas, coordenados por um membro da comunidade escolar que poderá ser um servidor, um pai ou um estudante e contará com a participação de pessoas da comunidade, lideranças, comerciantes, igrejas. “Este comitê fará um estudo dos principais problemas do território em relação ao controle do mosquito Aedes Aegypti propondo ações para o enfrentamento da epidemia”.

Fonte: http://www.educacao.mg.gov.br (editado)