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Melhores práticas de educação fiscal concorrerão a prêmio


A consciência sobre importância e boa aplicação dos impostos, cuja a abordagem transversal ao currículo escolar está entre as sugestões do Ministério da Educação para a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), é tema do Prêmio Nacional de Educação Fiscal. Com inscrições abertas até 15 de julho, o prêmio é promovido pela Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), pela Escola de Administração Tributária (Esaf) e pelo Programa Nacional de Educação Fiscal e tem por objetivo valorizar as melhores práticas de educação fiscal do país.

“Precisamos ter a consciência da importância dos tributos”, explica o presidente da Febrafite, Roberto Kupski. “Procuramos valorizar os projetos que tratam deste tema, que é um tema difícil. Nós temos que pagar os impostos para que o estado cumpra seu papel e temos que ajudar a fiscalizar a aplicação dos impostos que foram pagos. Isto é educação fiscal. Conscientização de que o estado precisa arrecadar e gastar bem.”

Podem concorrer ao prêmio escolas, universidades, órgãos públicos, empresas de imprensa, jornalistas, dentre outras pessoas jurídicas que desenvolvam, diretamente, projetos voltados à área da educação fiscal em suas comunidades locais.

A intenção é incentivar mecanismos de aprendizagem, para permitir ao cidadão o acompanhamento da correta aplicação dos recursos provenientes dos impostos pela administração pública, seja federal, estadual ou municipal, para atendimento das demandas sociais existentes.

Na edição deste ano, seis trabalhos serão premiados em três categorias – Escola, Instituições e Imprensa. Na Categoria Escolas, o primeiro colocado receberá 10 mil reais, o segundo 5 mil reais e o terceiro 3 mil reais. Já o primeiro colocado na Categoria Instituições receberá 10 mil reais e o segundo 5 mil reais. Haverá também uma premiação de melhor reportagem na Categoria Imprensa, com direito a troféu e um prêmio em dinheiro de 2 mil reais.

Escolas – O coordenador geral de educação ambiental e temas transversais da educação básica do MEC, Felipe Felisbino, destacou a importância deste prêmio no sentido de difundir e incentivar ações focadas na temática da educação fiscal. “A iniciativa do prêmio é salutar, porque difunde a temática e cria a cultura do interesse, manifesto em favor deste conhecimento, e para que isso seja levado pelo aluno para dentro das famílias, para que o consumo sustentável, a educação financeira e fiscal passe ao cotidiano das famílias. Acredito no envolvimento e participação dos gestores escolares lançando mão desta oportunidade”, disse.

Ele comentou, ainda, que o MEC tem trabalhado no encaminhamento deste tema e de outros em uma abordagem que perpasse as diferentes matérias presentes na grade curricular, isto é, transversalmente. Além da educação ambiental, Felisbino citou a educação no trânsito, os direitos da criança e do adolescente, meio ambiente, respeito ao processo de envelhecimento e direitos humanos. “A partir da constituição da BNCC, estes temas ficaram mais fortes. Estamos desenvolvendo esta temática para colocá-la não como integrantes de currículo, mas alinhada e na transversalidade dentro de todas as disciplinas.”  

Roberto Kupski, por outro lado, destacou a importância de abordar este tema nas escolas e lembrou que, em edições anteriores do prêmio, grande parte das instituições de ensino inscritas focaram na preservação do patrimônio público. “Teve casos de escolas que fizeram trabalho atingindo mais de 15 mil pessoas. Essa consciência de preservação do patrimônio público que muitas escolas têm incutido em seus alunos é um bom exemplo de como trabalhar a educação fiscal.“

Para ambos, a educação financeira e fiscal serão balizadoras deste novo momento na educação brasileira, e com a aprovação da Base Nacional Curricular Comum, a tendência é que sejam divulgadas com mais força e se tornem uma prática comum em todas as instituições de ensino brasileiras.

Acesse o regulamento e a ficha de inscrição na página do prêmio

Assessoria de Comunicação Social do MEC

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Escolas podem inscrever trabalhos para Feira de Ciências e Tecnologia


Podem ser inscritos trabalhos científicos desenvolvidos por alunos do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Técnico

Escolas públicas e privadas de Minas Gerais podem inscrever, até 28 de julho, trabalhos científicos para a 3ª edição da Feira Estadual de Ciências e Tecnologia (FECETE). Organizado pela Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa (ETE/FMC), o evento é aberto ao público e será realizado entre os dias 05 e 06 de outubro, na ETE/FMC, localizada no município de Santa Rita do Sapucaí.

As instituições de ensino interessadas em submeter propostas devem ler, atentamente, o regulamento do evento. Em seguida, se inscrever, gratuitamente, por meio do formulário disponível aqui. No momento da inscrição, é obrigatório desenvolver e enviar o Relatório Técnico do trabalho. Os modelos e todas as orientações estão relacionados na aba “Orientações e Modelos”, no site da FECETE.

Podem ser inscritos trabalhos científicos desenvolvidos por alunos do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Técnico, nas categorias: Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Sociais e Humanas e Engenharias. Cada escola poderá enviar propostas desenvolvidos por equipes de, no máximo, 03 integrantes. Os estudantes deverão ter até 20 anos de idade (não poderão completar 21 anos em outubro de 2017) e só poderão ser indicados para participar de apenas um trabalho científico.

Todas as propostas precisarão ter um professor orientador, podendo haver ainda um coorientador. Os educadores poderão participar de múltiplos trabalhos, deverão ter no mínimo 21 anos durante a orientação, e estar cursando ou ter concluído o Ensino Superior. A participação desses profissionais não é obrigatória durante a realização da FECETE, mas seus nomes devem ser informados na documentação dos trabalhos. Confira aqui todas as normas de inscrição.

A avaliação dos trabalhos será realizada por um comitê designado pela Comissão Organizadora. O Comitê avaliará a qualidade do trabalho científico, o nível de compreensão que o estudante possui sobre sua pesquisa e área de estudo. A demonstração ou material físico no estande é secundário ao conhecimento do aluno sobre o assunto.

A FECETE

Reunindo estudantes de diferentes escolas e cidades de Minas Gerais, a Feira Estadual de Ciências e Tecnologia (FECETE) objetiva favorecer o intercâmbio entre os educandos, despertar o interesse por carreiras científico-tecnológicas e promover a integração entre instituições de ensino, pesquisa e meio empresarial, possibilitando o desenvolvimento, a aplicação e a divulgação de novas tecnologias.

Fonte: http://www.educacao.mg.gov.br

Evasão no ensino médio supera 12%, revela pesquisa inédita


A maior taxa de evasão revelada pelo Censo Escolar entre 2014 e 2015 foi de 12,7% dos alunos matriculados na primeira série do ensino médio, seguida por 12,1% dos matriculados na segunda série. A terceira maior taxa de evasão é no nono ano ensino fundamental, que registrou 7,7%. Os números fazem parte dos indicadores de fluxo escolar na educação básica, divulgados pela primeira vez pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), nesta terça-feira, 20.

A terceira série do ensino médio teve 6,7% de evasão, que chegou a 11% do total de alunos nessa etapa de ensino. A metodologia que tornou possível esse levantamento, feito a partir do acompanhamento longitudinal da trajetória dos estudantes, completa 10 anos, e os resultados foram apresentados durante o seminário 10 Anos de metodologia de coleta de dados individualizada dos censos educacionais, realizado pelo Inep.

Os números inéditos representam um grande avanço no monitoramento da educação e na condução das políticas públicas e só são possíveis a partir da coleta de dados individualizados, adotada pelo Censo Escolar desde 2007, e que permitiram um acompanhamento do estudante ao longo de sua trajetória escolar. Uma das principais contribuições é a possibilidade de acompanhar os indicadores de todo o território nacional.

A série histórica revela, em todas as etapas de ensino, uma queda progressiva na evasão escolar de 2007 a 2013, mas o comportamento se altera em 2014, quando as taxas aumentam. A evasão é maior nas escolas rurais, em todas as etapas de ensino. O estado do Pará tem a mais alta taxa de evasão em todas as etapas de ensino, chegando a 16% no ensino médio.

Migração – A migração para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) é mais expressiva ao final do ensino fundamental, quando chega a 3,2% e 3,1%, no sétimo e oitavo anos, respectivamente. Em relação à rede de ensino, a migração é maior na rede municipal dos anos finais do ensino fundamental, quando alcança uma taxa de 3,8%. Já no ensino médio, a migração é mais expressiva na rede estadual de ensino, com 2,2%.

Já os indicadores de promoção e repetência não são inéditos, mas pela primeira vez são divulgados com detalhamento para todo o território nacional. É possível, por exemplo, observar as taxas de cada unidade da Federação e município. Entre 2014 e 2015, a repetência na primeira série do ensino médio chega a 15,2%. O índice também é alto no sexto ano do ensino fundamental, com taxas de 14,1% de repetência.

Rendimento – Os indicadores de rendimento se referem à situação final do aluno ao final de um período letivo declarada no Censo Escolar, podendo o mesmo ser aprovado, reprovados ou ter abandonado a escola durante aquele ano letivo. Já os indicadores de fluxo escolar avaliam a transição do aluno entre dois anos consecutivos considerando os seguintes cenários possíveis: promoção, repetência, migração para EJA e evasão escolar.

O Seminário 10 Anos da Metodologia de Coleta de Dados Individualizados dos Censos Educacionais faz parte das comemorações dos 80 anos de fundação do Inep e será encerrado nesta quarta-feira, 21, em Brasília.  A programação envolve debates sobre os ganhos informacionais com a mudança da metodologia de coleta de dados, a potencialidade de uso das bases de dados estatísticos e os desafios futuros.

Nesta quarta-feira, 21, o Inep reapresentará os indicadores de trajetória do discente da educação superior, divulgados no Censo da Educação Superior 2015, além de divulgar dados inéditos sobre a remuneração média dos docentes da educação básica.

Assessoria de Comunicação Social do MEC