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TV Ines amplia sua programação para melhor atender os surdos


 

A TV Ines está ampliando a sua programação. O canal tem extrapolado o perfil educativo com coberturas jornalísticas mais amplas e, no Carnaval de 2018, para o entretenimento, ao fazer a cobertura ao vivo dos desfiles das escolas do grupo especial do Rio de Janeiro, nos dias 11 e 12 de fevereiro. O objetivo é atender ao público de surdos no único canal bilíngue em língua brasileira de sinais (libras) e português, filiada ao Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines). Tanto a emissora quanto o instituto são órgãos vinculados ao Ministério da Educação.

A medida deu resultado e fez com que a variação de 2 mil e 4 mil visualizações no Facebook e Instagram saltasse para 44 mil, com a transmissão do Carnaval. A programação do canal, conforme explica o diretor de produção e programação da TV Escola, Claudio Jardim, está mais antenada com o que deseja o seu público.

Isso graças a uma pesquisa realizada no ano passado em nove capitais brasileiras, para saber o que o público pensa da TV Escola. Entre os resultados obtidos, foi verificado que o público de surdos deseja ter acesso a uma programação mais ampla.

“A pesquisa é importante para ouvirmos o que o nosso público quer e avaliarmos o que estamos fazendo”, observa Claudio Jardim. “Mais do que nunca, conseguimos perceber que a pesquisa estava certa e que estamos na trilha correta para a conquista desse público e para a satisfação dele.”

Embora a TV Ines já tivesse apresentado programas como a transmissão da última Copa do Mundo (2016), o resultado obtido com o Carnaval foi bem melhor, com aumento substancial de interações. Famosos de canais convencionais, como o ator Miguel Falabella e os apresentadores Zeca Camargo e Sabrina Sato, foram alguns dos entrevistados durante os desfiles.

A iniciativa foi noticiada por veículos de imprensa brasileiros e internacionais, como a Agência France Press (AFP). E a programação da TV promete continuar inovando. Entre os projetos está a apresentação de um programa de entrevistas – Café com Pimenta – com convidados variados para tratar de temas que vão das artes ao cinema, literatura e, também, assuntos que sejam de interesse dos surdos, entre outros.

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Candidatos deficientes auditivos farão videoprovas com libras


As mídias onde estão gravadas as videoprovas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), traduzidas para a língua brasileira de sinais (Libras), foram enviadas nesta sexta-feira, 21, para a gráfica que fará a reprodução do material. O transporte contou com escolta da Polícia Federal para garantir a segurança e o sigilo das informações. As videoprovas serão aplicadas pela primeira vez no Enem 2017 aos candidatos surdos ou com deficiência auditiva que solicitaram o recurso.

De acordo com a diretora de Gestão e Planejamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Eunice Santos, o transporte das videoprovas é feito com o mesmo aparato de segurança realizado na prova regular.

“As questões da prova do Enem, trabalhadas pelos técnicos do Inep com apoio da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foram traduzidas para a linguagem de libras, arquivadas em dispositivo próprio e transportadas em total segurança para a gráfica responsável pela reprodução dos DVDs que serão distribuídos nos dias do exame”, detalha a diretora.

A videoprova é uma das novidades do Enem 2017. O recurso foi escolhido por 1.897 participantes surdos ou com deficiência auditiva com inscrições já confirmadas. Outras opções eram o tradutor-intérprete de libras, que teve 1.489 solicitações, e o recurso de leitura labial, escolhido por mil pessoas. Cerca de 52 mil participantes solicitaram atendimento especializado para o Enem. Desses, 4.957 são deficientes auditivos e 2.184 são surdos.

O novo recurso de acessibilidade do Enem foi desenvolvido pelo Inep em parceria com professores, pesquisadores e especialistas da UFSC e do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), entre outros. Algumas instituições de educação superior têm usado o recurso em seus vestibulares, entre elas a própria UFSC e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Funcionamento – Cada participante receberá um notebook para fazer as provas. As orientações, os enunciados das questões e as alternativas de respostas serão apresentadas em libras, por meio de vídeos gravados em DVDs. O menu do vídeo é simples, fácil e autoexplicativo. Junto com o notebook e os DVDs, o participante também receberá o caderno de questões, a folha de redação e cartão-resposta, onde deverá marcar as respostas. O participante poderá escolher qual área do conhecimento fazer primeiro e poderá assistir aos vídeos na ordem que preferir.

A prova será aplicada em ambientes especialmente preparados para garantir sigilo, autonomia e segurança. A sala poderá ter até 20 participantes usando o recurso, e nela atuarão dois intérpretes, três fiscais e um técnico de informática. Os intérpretes farão a mediação entre ouvintes e usuários de libras. Esses profissionais não vão auxiliar os participantes na tradução das questões da prova.

A videoprova terá o mesmo número, ordem e valor de questões da prova regular, além da garantia de qualidade e normas de segurança máxima de todas as provas do Enem. Só não serão integralmente traduzidas as questões de língua estrangeira moderna. Nesses casos, somente os trechos originalmente em português serão traduzidos para libras.

Treino – Para que os participantes possam se familiarizar com o novo recurso antes da aplicação das provas do Enem, podem praticar em 60 questões de edições anteriores do exame, disponíveis na página da UFSC na internet. A única diferença entre o simulado e a prova é que as respostas às questões do estudo podem ser marcadas no próprio computador, e no Enem elas deverão ser marcadas no cartão-resposta.

Acesse as questões das edições anteriores, em libras

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Travestis e transexuais poderão solicitar inclusão do nome social no CPF


Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

Transexuais e travestis poderão ter o nome social incluído no documento de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). Para isso, basta que compareçam a uma unidade de atendimento da Receita Federal e peçam a inclusão. O cadastro será feito imediatamente e o nome social passará a constar no CPF, acompanhado do nome civil.

As orientações foram divulgadas hoje (20) pela Receita Federal após a publicação de instrução mormativa sobre a questão no Diário Oficial da União desta quinta-feira (20). O nome social constará dos documentos “Comprovante de Inscrição” e “Comprovante de Situação Cadastral” no CPF.

O nome social é a designação pela qual a pessoa travesti ou transexual se identifica e é socialmente reconhecida.

Decreto publicado em abril do ano passado, assinado pela então presidente, Dilma Rousseff, estabelece que os órgãos e as entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, em seus atos e procedimentos, devem adotar o nome social da pessoa travesti ou transexual, de acordo com seu requerimento. O decreto estabeleceu prazo de um ano para  órgão e entidades se adequarem à norma. A instrução da Receita visa cumprir a determinação.

O decreto assegura a travestis e transexuais o direito de requerer, a qualquer momento, a inclusão de seu nome social em documentos oficiais e nos registros dos sistemas de informação, de cadastros, de programas, de serviços, de fichas, de formulários, de prontuários e congêneres dos órgãos e das entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.

Edição: Maria Claudia
Agência Brasil

Feneis abre inscrições para curso de Libras


Inscrições podem ser feitas até o dia 24

A Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis) oferece vagas para o curso de Libras (Língua Brasileira de Sinais), no nível básico e intermediário. Com carga horária total de 180 horas, o curso de nível básico é oferecido em três módulos de 60 horas/aula cada. Já o de nível intermediário tem carga horária total de 120 horas e é divido em dois módulos de 60 horas/aula. As inscrições podem ser feitas até o dia 24 de julho e os interessados devem preencher a ficha de pré-inscrição no link.

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A capacitação tem por objetivo proporcionar ao aluno conhecimentos básicos da Língua Brasileira de Sinais. O curso de nível básico tem como público alvo surdos, pais e amigos de surdos, profissionais diversos e professores. Já o curso de nível intermediário tem o objetivo de proporcionar ao aluno conhecimento mais amplo de Libras, expandindo suas habilidades na comunicação. As aulas têm início em agosto e serão ofertadas em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Mais informações podem ser obtidas no site da Feneis. http://www.feneis.org.br

A Feneis é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, que tem por finalidade a defesa de políticas linguísticas, educação, cultura, saúde e assistência social, em favor da comunidade surda brasileira, bem como a defesa de seus direitos.

Desenvolve ações de educação informal e permanente, com intuito de valorizar o ser humano e estimular a autonomia pessoal, a interação e o contato com expressões e modos diversos de pensar, agir e sentir. Oferece, também, atividades de ação social, programas de saúde e de educação, programas especiais para crianças e terceira idade, dentre outros.

Fonte: http://www.educacao.mg.gov.br

Videoprova Traduzida em Libras será aplicada para 1,9 mil participantes do Enem 2017


Novidade no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, a Videoprova Traduzida em Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi o recurso escolhido por 1.897 participantes com inscrições já confirmadas para o Exame. A Videoprova foi a preferida dos participantes surdos ou com deficiência auditiva. Outras opções eram o Tradutor-Intérprete de Libras, que teve 1.489 solicitações, e o recurso de Leitura Labial, escolhido por mil pessoas. Cerca de 52 mil participantes solicitaram Atendimento Especializado para o Enem. Desses, 4.957 são deficientes auditivos e 2.184 são surdos.

O novo recurso de acessibilidade do Enem foi desenvolvido pelo Inep em parceria com professores, pesquisadores e especialistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), entre outros. Algumas IES têm usado o recurso com bons resultados em seus vestibulares, entre elas a UFSC e a Universidade Federal de Santa Maria.

Para a preparação da Videoprova do Enem em Libras, foram desenvolvidos vários estudos. O mais recente envolveu pesquisadores do Inep e da UFSC e resultou na tradução de 60 questões de edições anteriores do Exame, que estão disponíveis para que o público conheça melhor o recurso. A única diferença é que as respostas às questões do estudo podem ser marcadas no próprio computador e no Enem elas deverão ser marcadas no Cartão-Resposta. As questões do estudo podem ser acessadas em simuladolibras.coperve.ufsc.br.

Como funciona – Na Videoprova Traduzida em Libras as questões e as opções de respostas são apresentadas em Língua Brasileira de Sinais por meio de um vídeo. A videoprova terá o mesmo número, ordem e valor de questões da prova regular, além da garantia de qualidade e normas de segurança máxima de todas as provas do Enem. Só não serão integralmente traduzidas para Libras as questões de Língua Estrangeira Moderna. Nessas questões, somente os trechos originalmente em português serão traduzidos para Libras.

Cada participante receberá um notebook para fazer as provas. As orientações, os enunciados das questões e as alternativas de respostas serão apresentadas em Libras por meio de vídeos gravados em DVDs. O menu do vídeo é simples, fácil e autoexplicativo. Junto com o notebook e os DVDs, o participante também receberá o Caderno de Questões, a Folha de Redação e Cartão-Resposta, onde deverá marcar as respostas. O participante poderá escolher qual Área do Conhecimento fazer primeiro e poderá assistir aos vídeos na ordem que preferir.

A prova será aplicada em ambientes especialmente preparados para garantir sigilo, autonomia e segurança. A sala poderá ter até 20 participantes usando o recurso, e nela atuarão dois intérpretes, três fiscais e um técnico de informática. Os intérpretes farão a mediação entre ouvintes e usuários de Libras. Esses profissionais não irão auxiliar os participantes na tradução das questões da prova.

Dúvidas sobre o novo recurso podem ser encaminhadas para o e-mail enemlibras@inep.gov.br

Fonte: INEP

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