Arquivo da tag: OBSERVATÓRIO DA JUVENTUDE – UFMG

INFORMATIVO 32


DADOS SOBRE O MERCADO DE TRABALHO MOSTRAM ALTO DESEMPREGO E TRABALHO PRECÁRIO ENTRE OS JOVENS BRASILEIROS

Geraldo Leão – 05/09/2017

“Geração desperdiçada”. Assim a matéria de Carta Capital sobre os últimos dados do mercado de trabalho no Brasil qualifica a situação dos jovens brasileiros em relação ao acesso ao emprego e à escolarização.

Os números continuam altos, apesar de a propaganda governamental divulgar como grande feito o pequeno recuo na taxa geral de desemprego de 13,7% no primeiro trimestre do ano para 13% no segundo trimestre. Para os jovens de 18 a 24 anos a taxa ficou em 27,3%, o que significa o dobro em relação à população em geral.

Deve-se levar em conta também que esse pequeno recuo de 0,7% se deu pela expansão das ocupações informais e contratos temporários de trabalho,  o que acentua o grau de precarização que afeta de maneira particular as novas gerações.

O artigo ressalta ainda o pouco impacto da expansão da escolarização na alteração do quadro de precariedade na inserção profissional das novas gerações brasileiras, além da manutenção da exclusão escolar: são 2,8 milhões de crianças e adolescentes fora da escola no Brasil, segunda dados do Unicef.

Esse quadro, além do impacto direto na manutenção do ciclo de pobreza e desigualdades sociais, pode produzir espaço para o desencanto e a aposta em soluções antidemocráticas, colocando em risco o futuro das novas gerações.

Confira a reportagem na íntegra em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/Como%20o%20alto%20desemprego%20entre%20jovens%20compromete%20o%20desenvolvimento

 

Juventude na SBPC


Roda de Conversa: Que Brasil queremos? O que dizem as/os jovens?

unnamed (1)

Entre 16 e 22 de julho acontece na UFMG a 69ª reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A Rede Juventudes da UFMG, da qual o Observatório da Juventude faz parte, propõe uma roda de conversa com o tema: “Que Brasil queremos? O que dizem os/as jovens?”

A roda é uma proposta de encontro e diálogo entre pesquisadores/as de diversas áreas do conhecimento e jovens do ensino médio e universitários que participaram das ocupações de escolas e universidades no ano de 2016. A conversa pretende ser um espaço de troca de experiências e reflexões sobre as questões teóricas e práticas relacionadas à juventude e direitos; juventude e participação política; redes sociais e ativismo juvenil; juventude e educação.

sbpc

Essa é uma proposta da Rede Juventude UFMG que reúne grupos, núcleos e laboratórios de ensino, pesquisa e extensão de diversas áreas do conhecimento e que busca construir uma agenda conjunta de trabalho que tome o diálogo com as juventudes como ponto de partida prioritário.

Pretende-se que a Roda de Conversa seja filmada e os registros sejam compartilhados posteriormente pelas nossas redes sociais com intuito de dar ampla difusão ao debate realizado e de documentar o diálogo entre pesquisadores/as e juventudes em torno de questões contemporâneas da sociedade brasileira.

O Observatório da Juventude convida a todas/os para este importante debate a ser realizado no dia 18 de julho, às 14 horas, na Praça de Serviços.

Para enviar sugestões, escreva para: estudosepesquisasoj@gmail.com

INFORMATIVO Nº 31


Abandono e descaso: a realidade do sistema socioeducativo no Brasil

Pedro Castilho – 27/06/2017

Uma recente reportagem de um importante veículo de comunicação aborda alguns dados de inspeções feitas por entidades e órgão públicos nas instituições que atendem adolescentes em cumprimento de medidas de privação de liberdade (vide link abaixo). As informações divulgadas revelam condições de torturas, de maus tratos e de desrespeito aos direitos dos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no Brasil. As propostas de proteção social destes sujeitos estão longe de serem alcançadas nas práticas desenvolvidas pelas instituições responsáveis pela execução de medidas socioeducativas no país. O Brasil está preferindo criminalizar os atos infracionais a desenvolver propostas pedagógicas de inclusão desses sujeitos, com condições adequadas e profissionais capacitados (educadores sociais, psicólogos, pedagogos, médicos e outros profissionais da área).

A violência e a brutalidade se transformaram em ações frequentes para tentar barrar o comportamento dos adolescentes que estão cumprindo alguma forma de medida socioeducativa. No lugar de compreenderem as condições sociais que levaram esses adolescentes a se envolverem em atos de transgressão da lei, ampliando e complexificando as abordagens das políticas sociais dirigidas a eles, o caminho mais fácil tem sido a sua criminalização e culpabilização. Essa postura reflete o descaso do Estado e da sociedade com relação aos adolescentes que estão nessa condição.

Como resposta às pressões por desenvolver políticas que revertam esse quadro, o Ministério dos Direitos Humanos anunciou em março a criação do Pacto Nacional pelo Sistema Nacional Socioeducativo – Sinase. No entanto, até o momento a proposta não avançou além de anunciar algumas propostas de ações e da realização de reuniões com alguns ministérios e setores do judiciário. Ao que tudo indica, como tem sido praxe no atual governo interino, os educadores, familiares e suas redes de apoio e mobilização não serão convocados para o diálogo e não terão espaço para a apresentarem suas demandas.

Para saber mais:

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/06/20/tortura-e-superlotacao-brasil-reproduz-presidios-em-unidades-para-jovens-e-vira-reu-internacional.htm

http://www.sdh.gov.br/noticias/2017/marco/governo-federal-e-sistema-de-justica-debatem-construcao-de-um

Fonte: Observatório da Juventude da UFMG